História

Projeto Icó Mandantes

Petrolândia, 19 de fevereiro de 2009

O Projeto  “Icó mandantes” foi concebido para reassentar as famílias que tiveram suas terras inundadas pelas águas do Velho Chico com a construção da Barragem de Itaparica. É uma área de 2.600 hectares, irrigados e uma reserva legal de aproximadamente 19.000 hectares. Está situado em Petrolândia-PE às margens do lago e dos riachos do Limão Bravo e Mandantes (afluentes do Rio São Francisco).

Tentaremos, aqui, construir-reconstruir a história das famílias que residiam às margens destes dois riachos. Para isto buscaremos informações em documentos primários e secundários, entrevistas com  pessoas nativas, além de um mural on-line onde colaboradores poderão trazer informações valiosas ao nosso trabalho.

A minha conclusão preliminar é a de que, este projeto foi um presente de Papai Noel, apesar de todos os transtornos causados pela mudança brusca na vida cultural de um povo. Quando  foi implantado, em 1989, já não havia mais espaço para abrigar a população local em função do crescimento vegetativo. Naquele momento só havia um caminho para os descendentes: os grandes Centros Urbanos. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolândia, FETAPE e Igreja foram fundamentais para diminuir o

impacto sofrido pelo povo nesse processo de atualização histórica bem como fazê-los sentirem-se sujeitos de sua hístória.

Ás margens do Riacho dos Mandantes desapareceram do mapa estando, hoje, submersos ou fazendo parte do Projeto Icó Mandantes: Papagaio, Poço da Madeira, Olho D´água, Sítio Novo, Lagoa da Areia, Caraíba, Boa Vista. Em todos estes locais e/ou fazendas residiam famílias descendentes de um mesmo clã.

O mesmo aconteceu às margens do Riacho do Limão Bravo e adjacências : Icó, Lagoa do Icó, Lagoa do Cipó, Lagoa do Angico, Chapada, Poço da Onça, Campinho , Cachimbo,  Limão Bravo. Pertenciam, ainda, ao projeto como reserva legal, situados às margem do lago: Malhada Vermelha, Carirú, Sobrado e Pé de Serra. Diferentemente do Riacho dos Mandantes, aqui, as famílias eram mais diversificadas. Observo, porém, que a maior e a que mais cresceu econômica e intelectualmente tem origem na união da família Batista de origem alagoana com duas irmãs escravas de origem africanas de propriedade do Sr. Antônio Bigodeiro residente então no Icó: Guilhermina Rosalina da Conceição e Maria Matilde da Conceição, esta, minha trisavó,  tataravó de meus filhos Viviane, Felipe, Tiago (residentes no Recife) Laura e Júlia residentes aqui no projeto e pentavó da minha querida neta Maria Eduarda residente no Recife.

Os descendentes de todas as famílias serão apresentados  no link Galeria/Famílias

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