SUICÍDIO E HOMICÍDIO: O PREÇO DO PROGRESSO

Cemitério do Icó Mandantes. O Lado esquerdo da capela foi destinado ao sepultamento de pessoas vítimas de homicídios até a o final da década de 2000 e aceito pela população sem discussão.

Cemitério do Icó Mandantes. O Lado esquerdo da capela foi destinado ao sepultamento de pessoas vítimas de homicídios até a o final da década de 2000 e aceito pela população sem discussão.

A taxa de suicídio verificada no Icó Mandantes Petrolândia Pernambuco nos últimos cinco anos (2009 a 20014) é estarrecedor. 50.0. suicídios para cada grupo de 100.000 habitantes. A média no Brasil é de 6.0 dados de 2012. Petrolândia 10,15 e Itacuruba PE 26,60. Estes dados para o Projeto Icó Mandantes são alarmantes. Não Basta prevenir e combater, temos que antes buscar as possíveis causas. Uma delas seguramente é de ordem sociocultural e política.

Em 1988, com o fechamento das comportas da Barragem de Itaparica construída pela ELETROBRÁS / CHESF, romperam-se, compulsoriamente, os laços sociais, familiares, de amizade e com o meio ambiente de comunidades formadas por pessoas simples, trabalhadoras, sérias, honestas, que viviam livres como os passarinhos. Todos foram obrigados a dedicarem-se a agricultura irrigada tendo ou não experiência ou vocação.

Às margens do Rio São Francisco desapareceram as comunidades de Malhada vermelha, Carirú, Sobrado, Pé de Serra, Icó, Lagoa do Icó e Papagaio;

Às Margens do Riacho dos Mandantes: Poço da Madeira, Olho D’agua, Sítio Novo, Lagoa da Areia, Caraíba, Boa Vista, Marí, Caiçara e Panela D’agua;

Às margens do Riacho do Limão Bravo: Lagoa do Cipó, Lagoa do Angico, Chapada, Poço da Onça, Campinho, Cachimbo e Limão Bravo.

Vale aqui salientar que estou falando apenas das comunidades localizadas no município de Petrolândia. Comunidades às margens do Rio São Francisco localizadas na Bahia e município de Floresta e outras cidades adjacentes aqui também foram reassentadas. Ao todo 800 famílias.

Na primeira década pós reassentamento as taxas de homicídios entre jovens foram alarmantes a ponto de no cemitério local ter sido destinada uma ala exclusiva para pessoas vítimas de homicídio envolvidas em crimes de assalto à mão armada, roubo de carga, pistolagem, etc. Esses jovens eram filhos de reassentados. Em outras palavras: É como se não fossem seres humanos, cristãos.

Para conhecer a verdadeira história de como se deu o deslocamento e reassentamento da população e uma das possíveis causas de tanto suicídio e homicídio no Icó Mandantes leia esta matéria:

O Projeto Icó Mandantes de Petrolândia Pernambuco ontem hoje e amanhã

 “Todo processo de mudança promove novas adequações identitárias e, durante algum tempo, as populações que passam por tal processo sentem-se perdidas, pois parte de suas crenças e de suas vidas foram arrancadas, e por esta razão, vêem-se obrigadas a se redefinirem diante do mundo e de si mesmo” (prof. Severino Vicente).

“O sociólogo Emile Durkheim assinalou, no século XIX, um conceito de laço social que ainda hoje nos é muito útil. Quanto maiores os laços sociais em uma determinada comunidade, menores seriam as taxas de mortalidade por suicídio. Este conceito sociológico pode ser transposto para o nível individual: quanto menos laços sociais tem um indivíduo, maior o risco de suicídio”. (Suicídio: informando para prevenir / Associação Brasileira de Psiquiatria, comissão de Estudos e Prevenção de Suicídio. – Brasília: CFM/ABP, 2014, pg 22).

No momento o projeto Icó Mandantes passa por uma relativa e aparente fase de tranquilidade e prosperidade ao lado dessa alarmante taxa de suicídio. Os homicídios estão dentro da faixa de normalidade. Paralelamente, uma bomba relógio vem sendo lentamente montada em função do crescimento endógeno da população. Nos últimos 26 anos a população mais que triplicou. Nos próximos 10 anos teremos mais de 2.000 jovens entre 15 e 25 anos sem ter onde trabalhar, sem esperança, e com a autoestima em baixa. 95% desses jovens não querem mais se dedicar à agricultura, e mesmo que quisessem não há mais terra para trabalhar. Os governos Federal, Estadual e Municipal sozinhos não têm condições para resolver o problema. Se alguma coisa não for feita de imediato, a criminalidade vivida na primeira década do reassentamento voltará com muito mais força, agora facilitada pelo acesso fácil à drogas muito mais poderosas e o uso indiscriminado de agrotóxicos que vem contribuindo para o aumento do índice de suicício.

Entre esses agrotóxicos estão os organofosforados (Lorsban, Folidol, Azodrin, Malation, Diazinon, Nuvacron, Tamaron, Rhodiatox) e os carbonatos (Furadam, Carbaril, Temik, Zectram, Sevin). Não existe fiscalização ou qualquer controle.

O INSTITUTO AFIM nasceu nesse contexto. A sua fundação foi gestada a partir das necessidades sentidas e vividas pela própria comunidade local. Estamos tentando buscar parcerias junto aos órgãos governamentais e empresarias para evitar esse caos anunciado. Uma das soluções que perseguimos é agregar valor ao que aqui se produz através criação da cultura do empreendedorismo e associativismo e com isso partirmos para um novo modelo de desenvolvimento para o projeto através da agroindústria familiar. Isto não apenas elevará a autoestima dos jovens como também garantirá a sucessão familiar. Precisamos fazer com que os jovens sintam orgulho do meio rural onde vivem tornando-se produtivos e donos do seu próprio negócio.

Em fim, estamos lutando para concretizar um sonho. Estamos à procura de empresários e ONGs que queiram abraçar a nossa causa. Juntem-se a nós. Temos certeza que vamos conseguir.

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OBS: Os dados referentes ao Icó mandantes foram levantados em 24/09/2015. Fui em todas as agrovilas conversar com moradores fazendo a seguinte pergunta: quantas pessoas cometeram suicídio entre 2009 e 2014? Total 15. Para o cálculo foi considerado uma média de 6.000 habitantes nos últimos cinco anos. Deste total um foi cometido com revolver e outro por enforcamento. Os demais por envenenamento oriundo de produtos agrotóxicos.

A primavera chegou

A Primavera chegou no Icó Mandantes. Para o semiárido nordestino, esta é a estação do ano em que a vegetação começa a adormecer para esperar as chuvas do mês de março. Desta vez não nos presenteou com o espetáculo lindo e deslumbrante que ocorre nessa época do ano, quando as folham caem dando lugar ao contagiante esplendor das flores.

Neste início de primavera não da pra ver as flores sorrindo no azul da manhã. Não dar pra ouvir o som das flores se abrindo. Não dá pra ouvir o som das catingueiras bebendo o orvalho da manhã.

As fotos, abaixo, lado a lado, das mesmas árvores fotografadas ontem e hoje falam por si só. O que aconteceu?

As abelhas não virão, os animais não terão como se alimentar e nem terão como se proteger nas sombras da vegetação. As Arribaçãs não virão do sul do país fazer aqui a desova. Pebas, Tatús, Tiús, Tamanduás e pássaros em extinção se tornarão presas fáceis do seu predador implacável: O homem. Quando o verão chegar será muito mais quente.

Diz Mário Quintana que “O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você”. Essa frase pode ser transposta para a vegetação do semiárido: O segredo é não correr atrás das chuvas… Cuide da Fauna e da Flora que elas virão no momento certo.

Mas o homem, o ser mais irracional de todo o reino animal, continua se preocupando apenas em viver o momento atual. Para ele o futuro a Deus Pertence. Não pensa como sobreviverão as futuras gerações. Lamentável.

Pau de Ema

Pau de Ema

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

Flor de Macambira

Desmamtamento

 

Meu Pé de Ipê Roxo: Pede socorro no Dia da Árvore

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

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– Olá meu amigo. Você passa por aqui todos os anos desde 2010 sempre nessa época. Desculpe-me, hoje eu não posso mais lhe presentear com aquela deslumbrante beleza. Antes você dizia que estava fazendo mototerapia. Prometeu passar a fazer jumentoterapia. E agora vem fazendo carroterapia. Cadê a moto?

– Substituir pelo carro. Estou cada vez mais cansado e andando devagar. No carro o risco é menor.

– Ora, se está andando devagar deveria ter vindo no seu velho amigo jumento. Esse aí produz tanta poeira que está me sufocando.

– E é por isso que você está sem as flores?

– Não. Esse aí vai me matando aos poucos com tanta poluição. A falta de flores é pela falta de chuva. Já não sirvo mais nem para vocês fazerem cabo de machado. Mas também nem seria necessário. Agora o homem usa a moto serra. Acaba conosco em poucos segundos. Nos anos de mil e novecentos e antigamente, nessa época de seca, vocês desabavam daqui como retirantes para as cidades. Voltavam quando São Pedro abria as porteiras e eu estava aqui, firme, esperando. Agora, depois da Barrarem de Itaparica, são os retirantes das cidades apelidados de sem terra que veem de lá pra cá. Já sinto cheiro deles aqui por perto. Acho que no próximo ano você não me encontrará mais aqui.

– Vai viajar?

– Não. Você certamente não me verá mais. Estarei escondido nas paredes das casas de taipa dos Sem Terra ou transformado em carvão para os churrascos que eles fazem nos finais de semana. Veja, no chão, o que fizeram ontem comigo. Quando o Projeto Icó Mandantes foi criado vocês prometeram que aqui seria a reserva legal. Nós seriamos preservados para servir de pulmão aos reassentados. Será que esqueceram que eu sou a Árvore Símbolo da Flora Nacional?

– E os fiscais do IBAMA não passam por aqui?

– Que nada amigo. Será que eles também são Sem Terra?

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As folhas caem: um espetáculo deslumbrante e inesquecível

Iphan PE: Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Petrolândia não tem relevância cultural e afetiva para a população

Foto: Petrolândia, ontem, hoje, sempre

Foto: Petrolândia, ontem, hoje, sempre

Em 1988 o Governo Federal através da Eletrobrás/Chesf, ao fechar as comportas da Barragem de Itaparica (Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga), destruiu o meio ambiente, dizimou culturas, rompeu laços familiares e de amizade de mais de 10.500 famílias nos Estados de Pernambuco e Bahia. Agora o IPHAN PE, autarquia do mesmo governo Federal sob a presidência do Engenheiro Frederico Faria Neves Almeida, superintendência estadual responsável pela preservação de bens patrimoniais históricos culturais, repete a mesma lógica perversa das grandes hidrelétricas ao rejeitar o pedido de tombamento da Igreja do Sagrado Coração de Jesus localizada em Petrolândia, no Lago de Itaparica ao caracterizá-la, equivocadamente, como Ruinas Submersas. “Trata-se das ruínas submersas da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, cuja construção, em estilo de inspirações ogivais góticos, iniciou-se nos primeiros anos da década de 1950 e nunca foi finalizada face ao fechamento das comportas da barragem de Itaparica em 1988, que a inundou” (IPHAN, 2015, parecer número IB/03/MS/2015).

Esta Igreja nunca esteve submersa mesmo quando o lago atingiu a sua cota máxima. Monumentos históricos submersos, em Petrolândia, ficaram o Cais e a Estação Ferroviária D. Pedro II construídos pelo próprio Imperador D. Pedro II. Ela está lá há 27 anos, localizada agora no Lago de Itaparica a 500 metros da BR 110, simbolizando a nossa história, exibindo a sua beleza para a população nativa e todos que passam pela referida BR pedindo socorro para que não a deixem sucumbir apagando assim a marca mais significativa do passado coletivo da cidade de Petrolândia.

O parecer do IPHAN diz, nas entrelinhas, que a Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Petrolândia não possui relevância histórica, cultural e afetiva para a população: “O que se percebe no presente pleito de tombamento, é o realinhamento das relações de poder do planejado, do não planejado, dos novos arranjos nas estratégias de vida, alguma coisa aquém das tensões de relevância. O que interessa, muito mais que uma simples descrição das manifestações individuais em si, é a malha social que cria o contexto onde o estresse de um saudosismo pode florescer. Neste caso, o estresse oriundo da emersão das ruínas da Igreja do Sagrado Coração de Jesus – Petrolândia/PE e do consequente saudosismo associado, distanciando-se significativamente do valor excepcional que deve carregar um bem cultural nacional”. (IPHAN, 2015, parecer número IB/03/MS/2015).

Neste caso só interessa ao IPHAN PE bens de excepcional valor? Sem desmerecê-los, seus técnicos agiram de forma elitista, burocrática e, para ser gentil, prefiro dizer excessivamente equivocada. Elitista por afirmar que um bem cultural deve ter valor excepcional e burocrática por se ater ao pé da letra tanto no que se refere ao pedido de tombamento como a interpretação da Lei. Excessivamente equivocada por dizer que o bem está submerso. Ora, que significado teria tombar uma Igreja submersa?

Não é por eu não ser historiador, arquiteto, sociólogo, arqueólogo, antropólogo, geógrafo ou jurista que eu não possa perceber entender e interpretar e chegar a conclusão que o bem objeto deste processo tenha ou não valor histórico e cultural.

Segundo Silvia Zanirato “O patrimônio é um conceito muito amplo e nele se inscrevem os bens culturais e naturais, ainda que nem sempre essa acepção seja considerada. Não é algo circunscrito às criações físicas do homem, nem somente a algo monumental, excepcional do ponto de vista da história, da arte, da estética. Ele é formado por uma série de elementos naturais e culturais, materiais e imateriais que registram os modos de vida ao longo do tempo. Nesse entendimento o ambiente é um patrimônio porque nele se desenvolvem diferentes formas de vida. O patrimônio também não se limita aos bens reconhecidos e protegidos por leis. Mesmo aqueles que não se encontram nessa condição podem ser considerados patrimônio porque há neles valores afetivos, de existência, de identidade”. (http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/510945-patrimonio-cultural-e-natural-mais-um-tema-ignorado-na-rio20-entrevista-especial-com-silvia-zanirato)

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Petrolândia “No gênero, é o único bem cultural que restou após o fechamento das comportas da barragem de Itaparica e a única ponte que liga o passado ao presente cujo patrimônio histórico arquitetônico ainda está nascendo: 24 anos.

A proposta parte do princípio de que esta Igreja é a ponte que une o passado ao presente na região de Itaparica. Ela marca a luta do governo central que se inicia no século XVIII contra a erradicação da pobreza absoluta no semiárido nordestino. D. Pedro II quando aqui esteve em 1887 manda construir um cais e uma ferrovia. Ele já previa naquele momento desenvolver mecanismos para acabar com a indústria da pobreza que estava por vir”. Assim senhores técnicos do IPHAN PE ela representa toda a história do nosso passado como bem histórico, cultural e ambiental.

Esse estresse que os técnicos do IPHAN não conseguem enxergar na malha social petrolandense tem colocado nossa cidade no ranking das cidades com maior número de pessoas que cometem suicídio em PE. Lembrando mais uma vez: A proposta de tombamento em nenhum momento fala em submersão ou emersão da Igreja do Sagrado coração de Jesus.

Se a proposta de tombamento não conseguiu traduzir para os técnicos do IPHAN PE o significado de relevância cultural e afetivo da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em parte submersa, se está aquém do esperado, que considerassem o espirito da lei e solicitassem mais informações a quem mais interessa, a população petrolandense.

Conclui o parecer: “É possível, entretanto, que o proponente, faça o requerimento do tombamento da referida igreja em nível Municipal (se for de interesse municipal, junto a Prefeitura Municipal) e/ou Estadual (se for de interesse estadual, junto a FUNDARPE – Fundação de Apoio do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco).”. (IPHAN, 2015, parecer número IB/03/MS/2015). Fica aqui a pergunta: O Município ou o Governo Estadual pode tombar um bem cuja propriedade é da União?

Senhores técnicos do IPHAN PE: Não é ao poder executivo, em qualquer esfera, que interessa o tombamento ora solicitado. É à população. Os políticos passam, os laços sociais e afetivos permanecem. “O Estado não pode colocar-se como centro onde se defende e se irradia a memória, pois, ao fazê-lo, destrói a dinâmica e a diferenciação interna da memória social e política; não pode ser produtor da memória e nem o definidor do que pode e deve ser preservado” (Marilena Chauí)]

Ora, se foi o governo imperial quem deu início a construção de bens históricos culturais que estão hoje submersos (Cais e Estação Ferroviária D. Pedro II, se o próprio nome de Petrolândia é uma homenagem a D. Pedro II, se foi o governo federal quem aqui construiu o primeiro projeto de irrigação, se foi o governo federal quem construiu a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, se foi o próprio governo federal quem construiu a Barragem de Itaparica destruindo a fauna e a flora nativas, dizimando culturas, rompendo laços familiares e de amizade em nome do progresso, se o bem cultural objeto da solicitação de tombamento, é por lei de propriedade do Governo Federal, a proposta de tombamento teria que ser encaminhada ao IPHAM. Se fosse aprovado caberia à ELETROBRÁS/CHESF preservá-lo.

Lembramos à nossa população que apenas o ato de tombamento de um bem material ou imaterial é capaz de impedir a sua destruição e/ou descaraterização. Qualquer outra ação ficará ao sabor da sensibilidade do interesse político momentâneo do poder executivo.

Vamos agora apelar para que a Prefeitura encontre o melhor caminho para que a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, localizada no Lago de Itaparica, continue esbanjando a sua imponência para nós e para o mundo.

Matérias e vídeos veiculados na imprensa sobre a Igreja do Sagrado Coração de Jesus:

Petrolândia: Visualização da imponência das ruínas da igreja de Barreiras é único ponto positivo da redução das águas de Itaparica

 

Proposta de tombamento

Parecer do IPHAN PE número IB/03/MS/2015. Nesse Parecer o IPHAN PE inclui Viviane Freire Florentino como parte interessada. Informo que ela é minha filha e que apenas protocolou, a meu pedido, a proposta de tombamento, por morar no Recife. Não o fiz pessoalmente porque resido na área Rural de Petrolândia. Apesar de ter sido emitido em 15 de maio do corrente só tomamos conhecimento no 11/09/2015

Desfile de 7 de setembro em Petrolândia 2015 – Rio São Francisco, responsabilidade de todos

Eu poderia fazer uma análise da multidão que tomou conta da orla de Petrolândia nesta manhã de sol deste 7 de setembro para prestigiar o desfile de crianças e adolescentes das escolas municipais. Se fizesse isto estaria fugindo do verdadeiro significado do evento, o civismo, principalmente quando lidamos com crianças em formação da sua personalidade.

Em 7 de setembro de 1882 o Brasil tornava-se independente da Coroa Portuguesa. Com o grito da independência de D. Pedro II o Brasil passa a ser politicamente e economicamente independente de Portugal após 300 anos de dependência.

Mas civismo não significa apenas demonstrar amor pela Pátria, pelo Estado e a Cidade em que nascemos. Vai muito além: Significa também demonstrar atitudes e valores que preservem o meio ambiente, atitudes e valores no sentido de melhorar o bem estar de todos. E para isso, o tema do desfile não poderia ser melhor. As apresentações de cada escola, mesclados com o grupo da terceira idade liderado por Dona Bezinha, Guarda municipal, Polícia Militar, Exercito, Corpo de Bombeiros, acompanharão para sempre o imaginário dos principais protagonistas dessa festa cívica: Os alunos. Parabéns aos professores e gestores e pessoal administrativo de cada escola pelo compromisso demonstrado. Parabéns a todos os organizadores.

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DSC01526_PalanquePara ver todas as fotos clique aqui

Projeto Jovens Empreendedores do Icó Mandantes

Missão cumprida? Sete módulos concluídos. 68 horas aula. Começamos no dia 25/04/15 com o módulo Despertando para o Associativismo. Concluímos hoje, 27/06/15 com o módulo Negociar no Campo. Tudo dentro do prazo e com professores de altíssimo Nível. Parabéns SEBRAE. E agora para onde vamos? “Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.” (Paulo Freire). Em breve estaremos anunciando a rota que seguiremos depois desses cursos. Não apenas para os que deste participaram mas também para todos que desejam participar do mundo fantástico do empreendedorismo e associativismo. Aos que ainda não se motivaram não se preocupem: Nós sabemos como chegar até vocês. Não esqueçam “A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”. (Paulo Freire)

CURSOAFIM01

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Voa liberdade – Pra onde?

Imagem: http://thoth3126.com.br/uma-imagem-que-chocou-o-mundo/

Imagem: http://thoth3126.com.br/uma-imagem-que-chocou-o-mundo/

A imagem é chocante, da um nó na garganta, engasga, a lágrima rola. A imagem é chocante, mas deve ser publicada para que fique registrada na história a barbárie da humanidade numa região que tem mais de cinco mil anos de cultura, o Oriente Médio. A imagem é chocante, mas deve ser divulgada para que o mundo conheça os aspectos da vida ancorados nessa região em processos cíclicos de guerra civil. Essa imagem associada à música do nosso saudoso Jessé ajuda-nos a enxugar as lágrimas na esperança de que um dia todos viveremos em paz.

Caminho do Sucesso: Fazer os outros descobrirem que precisam de nós

afim_Logo

Amigos, especialmente os que residem no Icó Mandantes: Eu criei, ontem, uma página no face book intitulada AFIM. Para encontrá-la digite “afim” como se estivesse pesquisado um amigo. É muito importante que vocês, curtam a página, comentem, façam críticas, deem sugestões. Apesar de está vinculada a meu perfil, todos podem publicar, comentar, compartilhar.

Esta página destina-se a comunicar, divulgar, debater ações do Instituto como também publicar matérias que contribuam para a consolidação do Projeto Jovem Empreendedor da Agroindústria Familiar do Icó Mandantes.

Todas as metas previstas para o nosso projeto estão sendo cumpridas, algumas na íntegra, outras reformuladas.

Em breve teremos novidades que vão além do que estava previsto no início do projeto.  Aguardem!!!

Lembrem-se: O INSTITUTO AFIM não tem lado, não tem bandeira política. Tem vontade de encontrar pessoas, políticos partidários ou não, com discernimento suficiente para entender que precisamos caminhar juntos de mãos dadas. Parafraseando Bill Gates: Vamos fazer com que todos precisem de nós. Vamos tentar uma, duas, três vezes e quantas forem necessárias.  Só se conquista com persistência. Para chegarmos aonde a maioria não chega o caminho mais seguro é fazer o que a maioria não faz.

A Inutilidade da Fauna e da Flora

Serra do Papagaio, Icó Mandantes

Serra do Papagaio, Icó Mandantes

A mãe natureza preocupada com os problemas que assolam o mundo atual convoca suas filhas Fauna e Flora e ordena: Vocês precisam decidir com urgência que rumo seguir: Se continuam sendo inúteis como sempre foram desde que o mundo se fez mundo ou se é melhor se tornarem úteis para os seres humanos. Dividam-se em dois grupos: O reino animal e o reino vegetal. Cada grupo deverá discutir o tema e redigir um documento a ser apresentado em um congresso formado pelos representantes de cada grupo. No final me tragam a conclusão a que chegaram.

O mais interessante é que os dois grupos tomaram, separadamente, a seguinte decisão: Primeiro deveriam fazer uma pergunta ao ser humano: Você é capaz de suportar a nossa utilidade?

– Responde o ser humano: Não. Nunca a suportamos, por isso sempre a fizemos escravas de nossos interesses.

Tarefa cumprida levaram à Mãe Natureza o seguinte documento:

– Nossa decisão é continuar sendo inúteis ao ser humano. Ele não suporta a nossa utilidade.

– Responde a Mãe Natureza: – Deixem que ele se autodestrua. Nós renasceremos. Ele não.

Quando setembro passar

Petrolândia 01 de setembro de 2015

Pau de Ema

Pau de Ema

Pau de Ema

Pau de Ema

“Setembro passou, Outubro e Novembro, Já estamos em Dezembro, Meu Deus que é de nós, Meu Deus, meu Deus, Assim fala o pobre, Do seco Nordeste, Com medo da peste, Da fome feroz”… (Luiz Gonzaga)

Setembro chegou trazendo com ele mais uma vez a transição da fase verde para fase a seca na região do semiárido Nordestino. Mais dois meses e tudo estará seco, esturricado, a menos que, como se repete há cinco anos, ocorra a chuva das flores no final de outubro e início de novembro.  Depois disso o nordestino “Apela pra Março, Que é o mês preferido, Do santo querido Senhor São José, Meu Deus, meu Deus, Mas nada de chuva, Tá tudo sem jeito, Lhe foge do peito O resto da fé, Ai, ai, ai, ai”. (Luiz Gonzaga).

A raiz da árvore, acima, saciava a fome do nordestino faminto nas grandes secas como a de 1932.

Vamos rezar para que este fenômeno não se repita no próximo ano, caso contrário a vida vai ficar difícil também para quem se dedica à Agricultura irrigada no Lago de Itaparica.

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A Seca Verde no semiárido Nordestino