A CEASA de Petrolândia e o Boi Voador

Ceasa_BoiVoador

Petrolândia 11 de outubro de 2012

Eu assistia ao último comício de Cícero Moura, 04/10/2012, quando ele diz: “Uma de minhas grandes realizações será construir a CEASA”. Um senhor a meu lado, olha para mim, franze a testa e diz: “É mais fácil um boi voar do que esta ceasa ser construída. O povo já está cansado de ouvir a mesma promessa. Há 20 anos que entra prefeito e sai prefeito e a ladainha é a mesma”.
Lembrei então do boi voador de Maurício de Nassau. A diferença é que há 371 anos, entre a elaboração do projeto e a inauguração da obra, passaram-se apenas 3 anos.
A inauguração da ponte Maurício de Nassau ligando Recife a Cidade Maurícia (parte da cidade do Recife durante o Domínio Holandês) foi precedida por muita polêmica. O povo não acreditando na sua construção dizia que era mais fácil um boi voar do que a ponte ser construída.
Maurício de Nassau depois de esperar em vão por recursos prometidos pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais resolveu construí-la com recursos próprios. O Investimento retornaria com a cobrança de pedágio. No dia 28 de fevereiro de 1644, a ponte foi concluída. Conta-se que apenas o pedágio cobrado no dia da inauguração superou o capital investido.
“Conforme a crônica de frei Manuel Calado, a fim de obter um maior número de pessoas pagando pedágio na ponte, no dia da sua inauguração, Nassau havia feito anunciar que um boi manso, pertencente Melchior Álvares, iria voar.
Para a festa, para a qual foram convidados os membros do Supremo Conselho, mandou abater e esfolar um boi, e encher-lhe a pele de erva seca, tendo posto esta encoberta no alto de uma galeria que tinha edificada no seu jardim. Pediu a Melchior Álvares emprestado um boi muito manso que aquele tinha, e o fez subir ao alto da galeria e, depois de visto pelo grande número de pessoas presentes, mandou-o fechar em um aposento, de onde tiraram o outro couro de boi cheio de palha, e o fizeram vir voando por umas cordas com um engenho, para grande admiração de todos. Tanta gente passou de uma para outra parte da ponte que, naquela tarde, rendeu mil e oitocentos florins, não pagando cada pessoa mais que duas placas à ida, e duas à vinda”.
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