Presidente Dilma entrega a segunda estação de bombeamento EBV II da Transposição do Rio São Francisco. E o caos no Sistema Itaparica como fica?

CanalAproxTranspE agora Presidente Dilma, como fica o Sistema Itaparica? Disseram a V. Exa. que a água que está sendo bombeada para a transposição do eixo Leste está prejudicando os produtores rurais do Icó Mandantes?

E agora Polo Sindical e Sindicatos associados: O que vocês disseram a Presidente sobre o que estão fazendo para que possamos continuar trabalhando honestamente e produzindo alimentos para o mundo? Disseram o que vocês fizeram para que cada reassentado receba os 21 hectares de área de cerqueiro a que têm direito? Disseram também o que vocês fizeram para que os reassentados recebam o título de posse de suas casas e lotes irrigados? Antes do governo do PT eu sei que fizeram muito.  E nos últimos 13 anos?

E agora senhores deputados e senadores que vivem a garimpar votos nos momentos das eleições: Pediram para a Presidente olhar para o Projeto Icó Mandantes? Conseguiram aprovar alguma emenda ou projeto que garanta a sustentabilidade do Sistema de Irrigação do Sistema Itaparica a exemplo do que fizeram para garantir 30 milhões para as bombas flutuantes para o Projeto Nilo Coelho em Petrolina? Projeto esse que foi concluído em apenas 90 dias?

E agora Produtores Rurais, conseguiram chegar perto da Presidenta para dizer que o nosso projeto está morrendo por falta de recursos devidos e prometidos pelo governo Federal? Conseguiram dizer a ela e aos políticos que os servidores que prestam serviços para a PLENA, (empresa terceirizada pela CODEVASF) para gerir o sistema de Irrigação dos projetos Icó Mandantes, Apolônio Sales, Barreira e Manga de baixo estão todos de aviso prévio? Conseguiram dizer a ela que, se até o próximo dia 15 de janeiro, a CODEVASF não pagar a conta da CELPE, esta cortará novamente a energia dos sistemas de bombeamento?

O canal de aproximação para a primeira estação de bombeamento da transposição do eixo leste (ver foto acima) inicia a menos de 500 metros da margem do lago onde está o Projeto Icó Mandantes. Corre paralelo ao início de quatro canais de aproximação dos sistemas de bombeamento do Projeto Icó Mandantes Bloco 4 (EB2, EB3, EB4 e EB5). Para a Transposição não está faltando nem recursos e nem água. Para os reassentados faltam os dois.

O projeto Icó Mandantes caminha a passos largos para o buraco que o levará ao fundo do poço. Não podemos, porém,  menosprezar os políticos, o sindicato e o polo sindical. Mas até agora, nada foi feito por eles que garanta a autosustentabilidade do Projeto. Continuamos reféns do voto de cabresto inclusive do sindicato e polo sindical que, no momento, são cabos eleitorais do governo federal. O mesmo governo federal que deixa que falte recursos até para pagar a conta de energia para consumo humano. Prefiro acreditar que a Presidenta Dilma não saiba disso.  Não podemos viver sem eles, políticos e sindicatos. Mas enquanto não tivermos organizados e unidos o suficiente para demonstrar que são eles que precisam de nós, chegaremos mais rápido do que se pensa ao fundo do poço e as consequências sociais serão desastrosas.  Será que nele caberá 8.000 habitantes? O que farão 2.500 jovens do Projeto Icó Mandantes na idade produtiva sem qualquer esperança de futuro?

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O Projeto Icó Mandantes de Petrolândia Pernambuco ontem hoje e amanhã

O Discurso proferido por Rui Barbosa no Senado Federal em 17/12/1914 é de uma atualidade impressionante:

“Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o ‘eu’ feliz a qualquer custo, buscando a tal ‘felicidade’ em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos ‘floreios’ para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre ‘contestar’, voltar atrás e mudar o futuro. Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”

OPERÁRIA MORRE ENVENENADA NO ICÓ MANDANTES

Lamentável. Logo que tombou, seus companheiros e companheiras nativos começaram a saquear os alimentos que ela levava para casa, enquanto outros cantavam, alegremente, sem perceber o que estava acontecendo. Ela morava numa comunidade extremamente organizada, talvez a mais social e mais estável de todas as comunidades. Ela saía todos os dias para trabalhar às cinco horas da manhã e voltava, no máximo, às 10 horas quando o sol, implacável, informava que ela deveria voltar à sua casa. Às 15:00 horas saía novamente para trabalhar. Percorria diariamente até 1,5 quilômetros para realizar o seu trabalho e quando voltava trazia alimentos para os que ficavam em casa. Era responsável pela manutenção da biodiversidade e altas taxas de produtividade da agricultura irrigada no nosso Município. Nunca cobrou nada pelo seu trabalho. É provável que hoje ela tenha trabalhado em uma plantação contaminada por agrotóxico.

O Projeto Jovem Empreendedor da agroindústria familiar, promovido pelo INSTITUTO AFIM, vem lutando com paciência e persistência para tornar a nossa agricultura familiar autossustentável. Em futuro não distante nossos produtores perceberão que não precisarão usar produtos que destroem a nossa biodiversidade e que causam tantas doenças ao ser humano (defeitos de nascença, câncer, etc). Nossos jovens empreendedores do Icó Mandantes de hoje perceberão que a goiaba, o tomate, a melancia e tantas outras frutas que produzimos não precisam ser bonitas e nem tão pouco ter valor de mercado quando destinadas à produção de doces e compotas.

OBS: São chamadas de OPERÁRIAS as abelhas que saem da colmeia em busca de alimentos, o néctar das flores. Chegam a carregar um volume maior que o seu peso corporal.

A vaquinha do Icó Mandantes ou do Sistema Itaparica?

A maior crise hídrica dos últimos 80 anos, no Rio São Francisco, reduziu a produção agrícola? A resposta é não, com exceção da região onde estão os perímetros irrigados da Barragem de Itaparica. No Projeto Icó Mandantes a área irrigada está reduzida a metade. Neste projeto há bem pouco tempo produzia, só de melancia, 300 toneladas por dia. Hoje a produção diária não chega a 20 toneladas. A culpa é da crise hídrica? Não. Falta água, no lago, para irrigação? Não. A água não chega em quantidade suficiente na área irrigada porque os canais de aproximação estão obstruídos por vegetação. No momento estão sendo desobstruídos, mas em breve tudo voltará ao mesmo. Onde está o problema? Na vaquinha que produz o leite necessário à sobrevivência dos produtores. Aqui o insumo necessário à produção agrícola e ao consumo humano é gratuito: A água. A quem interessa que esta vaquinha continue em ação? A quase todos: Ao polo sindical que é o pai do projeto e não quer que os seus filhos criem asas. Interessa a maioria dos produtores, que por questões de ordem sócio cultural, não querem se tornar independentes do leite da vaquinha. Interessa a CODEVASF que opera um sistema de irrigação para produtores rurais que por diversas razões não têm como cobrar que os serviços por ela prestados sejam executados de acordo com os recursos financeiros que ela tem recebido ao longo dos anos. E não foram poucos. Os técnicos da CODEVASF não conseguem fazer o que deveria numa empresa aparelhada pela politicagem.

Se no próximo ano não chover o suficiente em toda extensão do Rio São Francisco o Lago de Itaparica chegará ao volume morto. O prejuízo para a economia de Petrolândia será incalculável além do que já tem causado até o momento com a redução da produção. Não haverá nem royalties e nem ICMS provenientes da Usina Luiz Gonzaga.

Os produtores, de perímetros irrigados que não dependem do leite da vaquinha saberão encontrar o caminho para continuar produzindo. Os que dependem da vaquinha como sobreviverão? Será que por aqui passará algum mestre da sabedoria e mandará seu discípulo jogar a vaquinha no precipício?

Para mais informações sobre os problemas gerados pela vaquinha leia as matérias abaixo:

SUICÍDIO E HOMICÍDIO: O PREÇO DO PROGRESSO

PROJETO ICÓ MANDANTES: SAI A HIDROSONDAS ENTRA A PLENA

PROJETO ICÓ MANDANTES ENSINA A CULTIVAR NO DESERTO DOS CAMPINHOS

O PROJETO ICÓ MANDANTES DE PETROLÂNDIA PERNAMBUCO ONTEM HOJE E AMANHÃ

ÓRFÃOS DA BARRAGEM DE ITAPARICA

CENTRO DE MONITORAMENTO DO SISTEMA DE IRRIGAÇÃO DO PROJETO ICÓ MANDANTES

TCU VERIFICA INDÍCIOS DE IRREGULARIDAS EM OBRAS DE REASSENTAMENTO DE ITAPARICA

PRODUTORES RURAIS DO ICÓ-MANDANTES OCUPAM E ASSUMEM COMANDO DAS ESTAÇÕES DE BOMBEAMENTO

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A FÁBULA DA VAQUINHA

Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer  uma breve visita… Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das  visitas e as oportunidades de aprendizado que temos,   também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou  a pobreza do lugar: sem calçamento,  casa  de  madeira,  os  moradores,  um   casal e três filhos, vestidos com  roupas  rasgadas e sujas… Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou: “Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?” E o senhor calmamente respondeu: “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós  vendemos  ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios e  a  outra  parte  nós  produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo e  assim vamos sobrevivendo.”

O sábio agradeceu pela informação,  contemplou  o   lugar por uns  momentos,  depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou: “Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao  precipício  ali  à   frente  e  empurre-a,  jogue-a  lá  embaixo.” O jovem  arregalou  os  olhos  espantado  e  questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha  ser  o  único  meio de sobrevivência daquela família, mas, como  percebeu  o  silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns   anos,  até  que,  um  belo  dia,  ele  resolveu   largar  tudo o que havia  aprendido e voltar àquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir  perdão e ajudá-los. E assim o fez. Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças  brincando  no  jardim.  Ficou triste e desesperado,  imaginando  que  aquela humilde família tivera que vender o  sítio  para sobreviver. Apertou o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos.  O caseiro respondeu: “Continuam morando aqui.” Espantado, o discípulo entrou correndo  na casa e viu que era mesmo a  família  que   visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha): “Como o senhor melhorou este sítio e está   tão  bem de vida?” E o senhor, entusiasmado, respondeu: “Nós tínhamos uma vaquinha  que  caiu  no  precipício  e morreu. Daí em diante, tivemos que fazer  outras  coisas  e  desenvolver   habilidades  que  nem sabíamos que  podíamos,  assim   alcançamos  o sucesso que seus olhos vislumbram agora!”

OBS: Os dados sobre a produção agrícola foram obtidos junto a vendedores de insumos agrícolas que atuam em todo Sistema Itaparica e todos os projetos irrigados desde Sobradinho até Petrolândia. Foram entrevistados também produtores rurais da área ribeirinha de Petrolândia.

Meu Pé de Ipê Roxo: Pede socorro no Dia da Árvore

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

Pau D’Arco ou Ipê Roxo

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– Olá meu amigo. Você passa por aqui todos os anos desde 2010 sempre nessa época. Desculpe-me, hoje eu não posso mais lhe presentear com aquela deslumbrante beleza. Antes você dizia que estava fazendo mototerapia. Prometeu passar a fazer jumentoterapia. E agora vem fazendo carroterapia. Cadê a moto?

– Substituir pelo carro. Estou cada vez mais cansado e andando devagar. No carro o risco é menor.

– Ora, se está andando devagar deveria ter vindo no seu velho amigo jumento. Esse aí produz tanta poeira que está me sufocando.

– E é por isso que você está sem as flores?

– Não. Esse aí vai me matando aos poucos com tanta poluição. A falta de flores é pela falta de chuva. Já não sirvo mais nem para vocês fazerem cabo de machado. Mas também nem seria necessário. Agora o homem usa a moto serra. Acaba conosco em poucos segundos. Nos anos de mil e novecentos e antigamente, nessa época de seca, vocês desabavam daqui como retirantes para as cidades. Voltavam quando São Pedro abria as porteiras e eu estava aqui, firme, esperando. Agora, depois da Barrarem de Itaparica, são os retirantes das cidades apelidados de sem terra que veem de lá pra cá. Já sinto cheiro deles aqui por perto. Acho que no próximo ano você não me encontrará mais aqui.

– Vai viajar?

– Não. Você certamente não me verá mais. Estarei escondido nas paredes das casas de taipa dos Sem Terra ou transformado em carvão para os churrascos que eles fazem nos finais de semana. Veja, no chão, o que fizeram ontem comigo. Quando o Projeto Icó Mandantes foi criado vocês prometeram que aqui seria a reserva legal. Nós seriamos preservados para servir de pulmão aos reassentados. Será que esqueceram que eu sou a Árvore Símbolo da Flora Nacional?

– E os fiscais do IBAMA não passam por aqui?

– Que nada amigo. Será que eles também são Sem Terra?

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Projeto Jovens Empreendedores do Icó Mandantes

Missão cumprida? Sete módulos concluídos. 68 horas aula. Começamos no dia 25/04/15 com o módulo Despertando para o Associativismo. Concluímos hoje, 27/06/15 com o módulo Negociar no Campo. Tudo dentro do prazo e com professores de altíssimo Nível. Parabéns SEBRAE. E agora para onde vamos? “Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.” (Paulo Freire). Em breve estaremos anunciando a rota que seguiremos depois desses cursos. Não apenas para os que deste participaram mas também para todos que desejam participar do mundo fantástico do empreendedorismo e associativismo. Aos que ainda não se motivaram não se preocupem: Nós sabemos como chegar até vocês. Não esqueçam “A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”. (Paulo Freire)

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Quando setembro passar

Petrolândia 01 de setembro de 2015

Pau de Ema

Pau de Ema

Pau de Ema

Pau de Ema

“Setembro passou, Outubro e Novembro, Já estamos em Dezembro, Meu Deus que é de nós, Meu Deus, meu Deus, Assim fala o pobre, Do seco Nordeste, Com medo da peste, Da fome feroz”… (Luiz Gonzaga)

Setembro chegou trazendo com ele mais uma vez a transição da fase verde para fase a seca na região do semiárido Nordestino. Mais dois meses e tudo estará seco, esturricado, a menos que, como se repete há cinco anos, ocorra a chuva das flores no final de outubro e início de novembro.  Depois disso o nordestino “Apela pra Março, Que é o mês preferido, Do santo querido Senhor São José, Meu Deus, meu Deus, Mas nada de chuva, Tá tudo sem jeito, Lhe foge do peito O resto da fé, Ai, ai, ai, ai”. (Luiz Gonzaga).

A raiz da árvore, acima, saciava a fome do nordestino faminto nas grandes secas como a de 1932.

Vamos rezar para que este fenômeno não se repita no próximo ano, caso contrário a vida vai ficar difícil também para quem se dedica à Agricultura irrigada no Lago de Itaparica.

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Produtores Rurais do Icó Mandantes: No mato sem cachorro

Petrolândia 27 de dezembro de 2013

Há poucos dias, na matéria anterior, divulgamos uma boa notícia para os produtores do Icó Mandantes em função de medidas tomadas pela CODEVASF. Quando poderemos fazer o mesmo em relação à Prefeitura de Petrolândia? Pelo andar da carruagem, com as próximas chuvas, o nosso gestor vai ter que transformar jumento em ambulância.

Quando criança, no Campinho, Limão, Poço da Onça e tantos outros locais que desapareceram do mapa após a barragem de Itaparica, vivi e presenciei em vários momentos ora a alegria nos anos de chuva, ora o desespero dos habitantes desta região do semiárido nordestino nos anos de seca. Tudo era imprevisível. Apenas a fé nutria o sonho da população nativa na esperança de que a partir de dezembro a chuva chegaria e assim permaneceria até o mês de março e a partir daí o inverno até o mês de junho, seguindo-se a segunda fase do bioma quando a caatinga adormecia esperando as chuvas do ano novo. Observar a lua na noite de natal e ano novo, a casa de João de Barro, a revoada de Tetéus, o movimento das formigas, a barra da lua no mês de outubro, tudo isso fazia parte do conhecimento empírico do sertanejo passado de geração a geração.

Mas esse tempo das cavernas acabou, embora, algumas pessoas supostamente bem informadas tenham parado no tempo inclusive os gestores municipais de Petrolândia. É um passado que deveria ser vivenciado nas escolas como parte da cultura do nosso povo e não de um futuro a ser vivenciado hoje, aqui e agora.

A seca de 2013 que começou em meados de 2012 já era prevista com bastante antecedência. As recentes chuvas e as que virão a partir de janeiro também estão anunciadas há mais de um ano. Quem, há cerca de dois anos, não conhecia o máximo solar ou atividade solar máxima anunciada pela NASA? Que o auge deste fenômeno era 2013 e que se repete a cada 11 anos? Será que os alunos com seus notebooks doados pelo Governo estão vivenciando nas nossas escolas conectadas a internet esse futuro vivenciado hoje, aqui e agora? Se a resposta for positiva quem sabe tenhamos no futuro gestores municipais comprometidos com mudança, única fórmula capaz de provocar desenvolvimento sustentável.

Talvez, por não acreditar na evolução da ciência, os gestores de Petrolândia, continuem apelando para as adivinhações.

Mais de um milhão de reais a Prefeitura está gastando para asfaltar ruas já pavimentadas: Algumas de asfalto sobre asfalto, outras de asfalto sobre paralelepípedo. Este serviço não irá melhorar, em nada, absolutamente nada, a qualidade de vida da população de Petrolândia. Nada mudará a não ser o visual. Pelo contrário: Irá aumentar a sensação de calor e mais pessoas doentes surgirão. Pesquisem na internet e vocês conhecerão os malefícios causados com a implantação de asfalto nas ruas.

Com apenas R$ 300.000,00 (trezentos mil reais), hoje, a estrada do Icó Mandantes voltaria a ser o que era em 2003, quando a CHESF a entregou de presente a Prefeitura de Petrolândia. A piçarra está lá, apenas foi jogada para as laterais transformando-a em riacho.

Em 2012, um pouco antes da eleição, esta estrada estava intransitável. A Prefeitura fez uma meia sola para enganar o povo, e conseguiu. Até quando? Até quando o povo descobrir que precisa escolher prefeitos e vereadores que não ruminem problemas, que tenham condições de prevê, controlar e vivenciar o futuro hoje, aqui e agora.

No próximo ano tem eleições. Vamos ficar de olho nos candidatos que essa turma vai apoiar, e porque estão apoiando.

Projeto Icó Mandantes: Sai a HIDROSONDAS entra a PLENA

Petrolândia 20 de dezembro de 2013ocupa03_

Até que enfim a hidrossondas saiu. Quase um ano de luta dos produtores, sindicato, políticos, técnicos da CODEVASF articulando-se para de forma consensual convencê-la que a sua forma de agir, administrar não correspondia às necessidades dos serviços demandados pelo sistema de irrigação do Projeto Icó Mandantes.

Em apenas 25 dias a empresa que a substituiu a PLENA CONSULTORIA E PROJETOS LTDA começa a conquistar a confiança dos produtores ao produzir resultados a muito esperados por todos.

Em conversa com técnicos CODEVASF E DA PLENA percebi que em termos estruturais nada mudou. Apenas percebi que são duas empresas com visões de mundo e de administração bem diferentes: A HIDROSSONDAS via o futuro como incontrolável, a PLENA vê o futuro como controlável. A anterior parecia achar que o futuro deveria ser previsto a segunda acha que o futuro deve ser vivenciado. Para uma o futuro é amanhã para a outra o futuro é hoje. A isso damos o nome de visão de futuro proativa e é isto que a PLENA tem demonstrado nestes 25 dias de trabalho.

Em pouquíssimo tempo identificou problemas e definiu prioridades.

Hoje um produtor rural me fez o seguinte comentário:

-Houve um vazamento em uma tubulação de uso comum próximo ao meu lote: Quando eu me preparava para ir avisar no centro administrativo distante 8 km o pessoal da manutenção chegou. E o mais interessante: Eram as mesmas pessoas de antes. O que mudou?

Por fim uma frase do grande Albert Einstein para reflexão pelos dirigentes da CODEVASF como contratante e da PLENA como contratada:

“Os problemas significativos com os quais nos deparamos não podem ser resolvidos no mesmo nível de pensamento em que estávamos quando eles foram criados.”

Uma dica: Esses problemas foram criados em 1986 quando foi assinado o acordo entre CHESF e reassentados intermediados pelo Sindicado e Polo Sindical. Precisamos como pensa a PLENA, pelo menos é o que percebi em reunião com um dos seus Dirigentes, Dr Elias, vivenciarmos esse futuro hoje, com o contexto social de hoje, com o pensamento de hoje, numa Visão de Futuro Proativa.

Alimentos saudáveis para o Brasil e para o Mundo

Petrolândia 18 de novembro de 2013

Amigos,

Eu acabei de criar minha própria petição e espero que possam assiná-la. Ela se chama: Alimentos saudáveis para o Brasil e para o Mundo. Será enviada pela empresa AVAAZ.ORG para o Prefeito de Petrolândia Lourival Simões, Governador de Pernambuco Eduardo Campos e a Presidenta do Brasil Dilma Rousseff.

Eu realmente me preocupo sobre este assunto e juntos nós podemos fazer algo a respeito disso! Cada pessoa que assina nos ajuda a chegarmos mais próximo do nosso objetivo de 100 assinaturas — será que você pode nos ajudar assinando a petição?

Clique aqui para ler mais a respeito e assine: 
Campanhas como esta sempre começam pequenas, mas elas crescem quando pessoas como nós se envolvem — por favor reserve um segundo agora mesmo para nos ajudar assinando e passando esta petição adiante.

Muito obrigado,

Deputado Fernando Filho Visita Projeto Icó Mandantes Petrolândia Pernambuco

 visitaFFilho01Petrolândia 23 de julho de 2013

Pela primeira vez, depois de 25 anos da formação do Lago de Itaparica, o Projeto Icó Mandantes Petrolândia Pernambuco recebe a visita de um Deputado Federal. Nem em ano eleitoral isso tinha acontecido. Prenúncio de bons tempos? A convite do Vereador Rogério Novaes, Fernando Filho acompanhado de assessores e dirigentes da CODEVASF, percorreu a péssima estrada piçarrada que corta o Cinturão Verde que tem início na BR 316 km 347 até retornar novamente a BR 316 km 373. Às margens desse cinturão verde a população dedica-se a agricultura familiar totalizando mais de 4.000 famílias. No trajeto visitou o reservatório de água na Serra do Papagaio que irriga o Bloco 3 do referido projeto. Em seguida fez uma parada no Atalho onde ouviu os principais Produtores Rurais da Região. Principal reivindicação: A pavimentação de 52 km desse cinturão verde. A concretização deste projeto irá contribuir não apenas para consolidar o desenvolvimento da cidade de Petrolândia, mas também colaborar para que os produtos agrícolas aqui produzidos cheguem mais baratos a mesa dos consumidores de todas as cidades do País de Norte a Sul além da melhoria da qualidade de vida para a população residente no referido perímetro.

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É uma luz no fim do túnel. Ficamos à espera que os Coelhos de Petrolina reconheçam Petrolândia como sua filha adotiva. Foi com esta esperança que os Produtores Rurais do Projeto Icó Mandantes se despediram do Deputado Federal Fernando Filho.

Para conhecer o significado, importância e contexto atual do Projeto Icó Mandantes leiam as seguintes matérias:

O Projeto Icó Mandantes de Petrolândia Pernambuco ontem hoje e amanhã

E agora Petrolândia: Seremos lembrados pelos políticos “pur nóis escuído para as rédias do pudê? 

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