PETROLÂNDIA EM TEMPO DE VACAS MAGRAS

Há cerca de 40 anos que Petrolândia não sabe o que é desemprego. Em 2013, a Terra de Pedro comemorava 104 anos de emancipação em tempo de vacas gordas e “em alto estilo”, do jeito que os políticos gostam e o seu povo também. Muita festa movida à bandas caríssimas. Foram dois dias de muito forró, muita cana e nada de cultura local: Forró Chicote, Rodolfo Melo, Capim com Mel, Geraldinho Lins e Garota Safada. Nas comemorações dos 105 anos, 2014, a dose foi Triplicada: Banda Calypso, Moleca 100 Vergonha e Victo e Léo. Recursos que poderiam ter sido poupados para os anos de vacas magras que estavam por vir caíram nas mãos de empresários de grandes bandas de outras paragens. Mas o que fazer se é disso que o povo gosta? Quatro anos após, 2017, o novo Gestor inicia o seu mandato em tempo das vacas magras e na comemoração dos 108 anos de emancipação a população teve que se contentar com Wilton Belo, Fulô de Mandacaru e Geninho Batalha. A gritaria foi geral.

Faço aqui uma pausa para comentar uma mensagem bíblica do livro Gêneses capítulo 41:

Um Faraó do antigo Egito teve dois sonhos: No primeiro viu sete vacas gordas. No segundo, sete vacas magras devorando as sete vacas gordas. Recorreu a um sábio que se encontrava na prisão: José, filho de Jacó, pedindo humildemente que decifrasse o seu sonho: Contou-lhe que tinha visto, no sonho, sete vacas magras devorando sete vacas gordas. José disse que as sete vacas gordas significavam sete anos de fartura e as sete vacas magras sete anos de escassez. José sugeriu ainda que o Faraó deveria passar os sete anos de fartura armazenando o excesso da produção para serem distribuídos nos sete anos de dificuldades. E assim, quando chegaram os sete anos de miséria o mundo todo padeceu, menos o Egito.

Voltando ao tema:

Petrolândia não teve apenas sete anos de vacas gordas, mas 35 anos. Desde meados dos anos 70 quando a CHESF se instala de mala e cuia na velha cidade preparando-se para a construção da Barragem. “Pesando todas estas vantagens CHESF” criou o escritório de Petrolândia sob a direção do engenheiro Dr. Sérgio, com uma boa equipe de funcionários de nível superior e médio, alguns recrutados na cidade, grande número de empregados para os serviços de construção da Barragem eram pessoas aqui residentes com reais vantagens para ambos os lados: para a cidade porque o desemprego ficou reduzido a quase zero… (Gilberto de Menezes, De Jatobá A Petrolândia – Três nomes uma cidade, um povo, 2014, p. 96)

Provavelmente faltou aos gestores que passaram pela prefeitura a sabedoria necessária para recorrer ao sistema educacional a fim de “armazenar”, qualitativamente, nas crianças o bem mais precioso que todo município deve proporcionar aos seus filhos: Conhecimento. Só educação de qualidade, poderia fazer com que os seus jovens adultos e adultos jovens descobrissem que moram numa cidade do tamanho do Brasil, do tamanho do mundo. O resultado dessa desastrosa falta de vontade politica caiu como uma bomba relógio nas mãos do atual gestor que, em função de sua formação humanista, sem qualquer experiência política e não acostumado com vícios nada republicanos, foi escolhido como única tábua de salvação do grupo político que estava e está no poder há 16 anos.

Seis meses é muito pouco pra fazermos uma avaliação justa pra quem ainda tem três anos e meio pela frente.

I – 100 DIAS DA GESTÃO DO PREFEITO RICARDO RODOLFO: O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS

Foto: Alex Sandro (Blog Mad In Notícias)

 

A coletiva concedida pelo Prefeito Ricardo Rodolfo em (24/04/2017) não pode ser analisada apenas ao sabor das perguntas feitas pelos blogueiros e das consequentes respostas, por sinal, lúcidas e oportunas. É necessário contextualizar. Petrolândia não é uma cidade isolada do mundo e tão pouco é a toca onde caiu Alice chamada País das Maravilhas. Há certo tempo tentaram vender essa ilusão criando no imaginário de nossos jovens que a nossa cidade seria uma segunda Petrolina. Doce Ilusão. A crise política, econômica e social que vive o nosso município não nasceu no dia primeiro de Janeiro de 2017. Essa crise, se por um lado traz transtorno à nossa população por outro tem um efeito pedagógico que pode colocar nos trilhos o trem que nos conduzirá a um novo tempo, a um novo modo de fazer política. A política como arte de fazer o bem a todos independentemente de bandeira partidária. Eu acredito que o Pastor Ricardo, hoje Prefeito Ricardo, chegou no momento certo, na hora certa. Que Deus ajude para que eu não esteja equivocado.

Por isso escreverei várias matérias relacionadas à coletiva. Esta é a primeira.

A coletiva foi aberta com o Prefeito Ricardo Rodolfo fazendo uma prestação de contas do que conseguiu realizar nos 100 primeiros dias. Apresentou ações concretizadas por todas as Secretarias: Saúde, Educação, Infraestrutura, Segurança, etc. Segundo ele, nada visível a quem não que ver, mas de suma importância para o município. Por isso o subtítulo desta matéria que é uma citação extraída do XXI capítulo do livro O pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry “O essencial é invisível aos olhos… só pode ser visto com o coração” Está contida no diálogo travado entre o Príncipe e a Raposa.

Como é necessário contextualizar, o essencial foi visto pelo grande estrategista político então Prefeito Lourival Simões quando prestes a encerrar o prazo para indicação dos candidatos a prefeito indicou o então Pastor da Igreja Batista Ricardo Rodolfo como candidato à sua sucessão. O essencial, assim percebo, está sendo construído nesse início de governo, mas só pode ser visto com o coração. Parte da oposição derrotada insiste em querer ver com os olhos da velha política viciada em práticas que o povo, na sua maioria, não mais admite.

Há também pessoas do próprio grupo da chapa vencedora que ainda não conseguiu enxergar com o lado esquerdo do peito, mas isso é admissível. Apesar de a chapa vencedora ser do grupo que está no poder há 16 anos, sua candidatura trouxe esperança de renovação, de mudança. isto causa medo, assusta e leva tempo para ser assimilada. Não é fácil promover mudanças principalmente quando implica em remover velhos hábitos e até pessoas.

Na entrevista o Prefeito Ricardo Rodolfo disse que não tem faltado determinação, e vontade política para promover as mudanças tão esperada pelo povo de Petrolândia. Isso todos sabemos, mas muitos não veem nem com o coração e tão pouco com a razão.

A final da coletiva o Prefeito Ricardo Rodolfo fez um apelo dramático para que todos os vereadores, ex-prefeitos, e o povo se unam para que possamos atravessar a crise sem tantas turbulências.

Desejo sorte e sabedoria ao nosso prefeito sem deixar de lembrar o que mais ele sabe: “Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa o pano, e o rasgo fica maior ainda. (Mateus c. 9, v. 16). Nem se põe vinho novo em vasilha de couro velha; se o fizer, a vasilha rebentará, o vinho se derramará e a vasilha se estragará. Ao contrário, põe-se vinho novo em vasilha de couro nova; e ambos se conservam”. (Mateus c. 9, v. 17)

Blogs presentes na coletiva: Assis Ramalho, Gota D’Água, Icó-Mandantes, Petrolândia Notícias, Made In Notícias, e Sertão News.

Presidente Dilma entrega a segunda estação de bombeamento EBV II da Transposição do Rio São Francisco. E o caos no Sistema Itaparica como fica?

CanalAproxTranspE agora Presidente Dilma, como fica o Sistema Itaparica? Disseram a V. Exa. que a água que está sendo bombeada para a transposição do eixo Leste está prejudicando os produtores rurais do Icó Mandantes?

E agora Polo Sindical e Sindicatos associados: O que vocês disseram a Presidente sobre o que estão fazendo para que possamos continuar trabalhando honestamente e produzindo alimentos para o mundo? Disseram o que vocês fizeram para que cada reassentado receba os 21 hectares de área de cerqueiro a que têm direito? Disseram também o que vocês fizeram para que os reassentados recebam o título de posse de suas casas e lotes irrigados? Antes do governo do PT eu sei que fizeram muito.  E nos últimos 13 anos?

E agora senhores deputados e senadores que vivem a garimpar votos nos momentos das eleições: Pediram para a Presidente olhar para o Projeto Icó Mandantes? Conseguiram aprovar alguma emenda ou projeto que garanta a sustentabilidade do Sistema de Irrigação do Sistema Itaparica a exemplo do que fizeram para garantir 30 milhões para as bombas flutuantes para o Projeto Nilo Coelho em Petrolina? Projeto esse que foi concluído em apenas 90 dias?

E agora Produtores Rurais, conseguiram chegar perto da Presidenta para dizer que o nosso projeto está morrendo por falta de recursos devidos e prometidos pelo governo Federal? Conseguiram dizer a ela e aos políticos que os servidores que prestam serviços para a PLENA, (empresa terceirizada pela CODEVASF) para gerir o sistema de Irrigação dos projetos Icó Mandantes, Apolônio Sales, Barreira e Manga de baixo estão todos de aviso prévio? Conseguiram dizer a ela que, se até o próximo dia 15 de janeiro, a CODEVASF não pagar a conta da CELPE, esta cortará novamente a energia dos sistemas de bombeamento?

O canal de aproximação para a primeira estação de bombeamento da transposição do eixo leste (ver foto acima) inicia a menos de 500 metros da margem do lago onde está o Projeto Icó Mandantes. Corre paralelo ao início de quatro canais de aproximação dos sistemas de bombeamento do Projeto Icó Mandantes Bloco 4 (EB2, EB3, EB4 e EB5). Para a Transposição não está faltando nem recursos e nem água. Para os reassentados faltam os dois.

O projeto Icó Mandantes caminha a passos largos para o buraco que o levará ao fundo do poço. Não podemos, porém,  menosprezar os políticos, o sindicato e o polo sindical. Mas até agora, nada foi feito por eles que garanta a autosustentabilidade do Projeto. Continuamos reféns do voto de cabresto inclusive do sindicato e polo sindical que, no momento, são cabos eleitorais do governo federal. O mesmo governo federal que deixa que falte recursos até para pagar a conta de energia para consumo humano. Prefiro acreditar que a Presidenta Dilma não saiba disso.  Não podemos viver sem eles, políticos e sindicatos. Mas enquanto não tivermos organizados e unidos o suficiente para demonstrar que são eles que precisam de nós, chegaremos mais rápido do que se pensa ao fundo do poço e as consequências sociais serão desastrosas.  Será que nele caberá 8.000 habitantes? O que farão 2.500 jovens do Projeto Icó Mandantes na idade produtiva sem qualquer esperança de futuro?

Leia também:

A vaquinha do Icó Mandantes ou do Sistema Itaparica?

Suicídio e homicídio: o preço do progresso

Operária morre envenenada no Icó Mandantes

O Projeto Icó Mandantes de Petrolândia Pernambuco ontem hoje e amanhã

O Discurso proferido por Rui Barbosa no Senado Federal em 17/12/1914 é de uma atualidade impressionante:

“Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o ‘eu’ feliz a qualquer custo, buscando a tal ‘felicidade’ em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos ‘floreios’ para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre ‘contestar’, voltar atrás e mudar o futuro. Tenho vergonha de mim, pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir, pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”

A vaquinha do Icó Mandantes ou do Sistema Itaparica?

A maior crise hídrica dos últimos 80 anos, no Rio São Francisco, reduziu a produção agrícola? A resposta é não, com exceção da região onde estão os perímetros irrigados da Barragem de Itaparica. No Projeto Icó Mandantes a área irrigada está reduzida a metade. Neste projeto há bem pouco tempo produzia, só de melancia, 300 toneladas por dia. Hoje a produção diária não chega a 20 toneladas. A culpa é da crise hídrica? Não. Falta água, no lago, para irrigação? Não. A água não chega em quantidade suficiente na área irrigada porque os canais de aproximação estão obstruídos por vegetação. No momento estão sendo desobstruídos, mas em breve tudo voltará ao mesmo. Onde está o problema? Na vaquinha que produz o leite necessário à sobrevivência dos produtores. Aqui o insumo necessário à produção agrícola e ao consumo humano é gratuito: A água. A quem interessa que esta vaquinha continue em ação? A quase todos: Ao polo sindical que é o pai do projeto e não quer que os seus filhos criem asas. Interessa a maioria dos produtores, que por questões de ordem sócio cultural, não querem se tornar independentes do leite da vaquinha. Interessa a CODEVASF que opera um sistema de irrigação para produtores rurais que por diversas razões não têm como cobrar que os serviços por ela prestados sejam executados de acordo com os recursos financeiros que ela tem recebido ao longo dos anos. E não foram poucos. Os técnicos da CODEVASF não conseguem fazer o que deveria numa empresa aparelhada pela politicagem.

Se no próximo ano não chover o suficiente em toda extensão do Rio São Francisco o Lago de Itaparica chegará ao volume morto. O prejuízo para a economia de Petrolândia será incalculável além do que já tem causado até o momento com a redução da produção. Não haverá nem royalties e nem ICMS provenientes da Usina Luiz Gonzaga.

Os produtores, de perímetros irrigados que não dependem do leite da vaquinha saberão encontrar o caminho para continuar produzindo. Os que dependem da vaquinha como sobreviverão? Será que por aqui passará algum mestre da sabedoria e mandará seu discípulo jogar a vaquinha no precipício?

Para mais informações sobre os problemas gerados pela vaquinha leia as matérias abaixo:

SUICÍDIO E HOMICÍDIO: O PREÇO DO PROGRESSO

PROJETO ICÓ MANDANTES: SAI A HIDROSONDAS ENTRA A PLENA

PROJETO ICÓ MANDANTES ENSINA A CULTIVAR NO DESERTO DOS CAMPINHOS

O PROJETO ICÓ MANDANTES DE PETROLÂNDIA PERNAMBUCO ONTEM HOJE E AMANHÃ

ÓRFÃOS DA BARRAGEM DE ITAPARICA

CENTRO DE MONITORAMENTO DO SISTEMA DE IRRIGAÇÃO DO PROJETO ICÓ MANDANTES

TCU VERIFICA INDÍCIOS DE IRREGULARIDAS EM OBRAS DE REASSENTAMENTO DE ITAPARICA

PRODUTORES RURAIS DO ICÓ-MANDANTES OCUPAM E ASSUMEM COMANDO DAS ESTAÇÕES DE BOMBEAMENTO

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A FÁBULA DA VAQUINHA

Um mestre da sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer  uma breve visita… Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das  visitas e as oportunidades de aprendizado que temos,   também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou  a pobreza do lugar: sem calçamento,  casa  de  madeira,  os  moradores,  um   casal e três filhos, vestidos com  roupas  rasgadas e sujas… Então se aproximou do senhor, aparentemente o pai daquela família, e perguntou: “Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?” E o senhor calmamente respondeu: “Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós  vendemos  ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros alimentícios e  a  outra  parte  nós  produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo e  assim vamos sobrevivendo.”

O sábio agradeceu pela informação,  contemplou  o   lugar por uns  momentos,  depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou: “Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao  precipício  ali  à   frente  e  empurre-a,  jogue-a  lá  embaixo.” O jovem  arregalou  os  olhos  espantado  e  questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha  ser  o  único  meio de sobrevivência daquela família, mas, como  percebeu  o  silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns   anos,  até  que,  um  belo  dia,  ele  resolveu   largar  tudo o que havia  aprendido e voltar àquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir  perdão e ajudá-los. E assim o fez. Quando se aproximava do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças  brincando  no  jardim.  Ficou triste e desesperado,  imaginando  que  aquela humilde família tivera que vender o  sítio  para sobreviver. Apertou o passo e, chegando lá, foi logo recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos.  O caseiro respondeu: “Continuam morando aqui.” Espantado, o discípulo entrou correndo  na casa e viu que era mesmo a  família  que   visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha): “Como o senhor melhorou este sítio e está   tão  bem de vida?” E o senhor, entusiasmado, respondeu: “Nós tínhamos uma vaquinha  que  caiu  no  precipício  e morreu. Daí em diante, tivemos que fazer  outras  coisas  e  desenvolver   habilidades  que  nem sabíamos que  podíamos,  assim   alcançamos  o sucesso que seus olhos vislumbram agora!”

OBS: Os dados sobre a produção agrícola foram obtidos junto a vendedores de insumos agrícolas que atuam em todo Sistema Itaparica e todos os projetos irrigados desde Sobradinho até Petrolândia. Foram entrevistados também produtores rurais da área ribeirinha de Petrolândia.

Outubro Rosa saindo, Novembro Azul chegando

“No meio do caminho tinha uma pedra… Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas” (Carlos Drummond de Andrade).

Outubro Rosa chega ao fim em 2015. Que venha o Novembro Azul. Duas campanhas que conscientizam e ajudam mulheres a combater o câncer de mama e homens o câncer de próstata. O Icó Mandantes entrou este ano na onda deste movimento mundial. É mais uma pedra que está sendo removida no caminho do povo do Icó Mandantes.

Nós que fazemos o INSTITUTO AFIM continuaremos aqui tentando remover outras pedras que têm surgido no caminho. Nada é impossível quando lutamos por uma causa. Ia tudo bem com o PROJETO JOVENS EMPREENDEDORES DA AGROINDÚSTRIA FAMILIAR DO ICÓ MANDANTES até o momento em que fomos surpreendidos por várias pedras encontradas no meio do caminho: Crise hídrica, crise política, crise econômica, e uma das maiores secas dos últimos 80 anos que atinge a região banhada pelo Rio São Francisco. Não vamos desanimar.

Até Dilma Dilma Rousseff, Eduardo Campos e Aécio Neves, quando em campanha às eleições, visitaram o INSTITUTO AFIM para dizer que dariam apoio ao projeto.

Mas tenho certeza que elas sairão do caminho. Aos poucos sairão. Vamos seguir o Conselho de Bill Gates: “Tente uma, duas, três vezes e se possível tente a quarta, a quinta e quantas vezes for necessário. Só não desista nas primeiras tentativas, a persistência é amiga da conquista. Se você quer chegar a aonde a maioria não chega, faça o que a maioria não faz”.

Enquanto vamos persistindo, tentando conquistar a nossa sonhada sustentabilidade tão necessária à elevação da autoestima de nossos jovens e promoção da paz em nosso município, que tal aproveitar o momento para fazermos nossa homenagem ao Outubro Rosa que se finda e ao Novembro Azul que se inicia, amanhã, ouvindo o Hino do INSTITUTO AFIM com a música do padroeiro da nossa Petrolândia e também padroeiro da ecologia e dos animais?

Projeto Jovens Empreendedores do Icó Mandantes

Missão cumprida? Sete módulos concluídos. 68 horas aula. Começamos no dia 25/04/15 com o módulo Despertando para o Associativismo. Concluímos hoje, 27/06/15 com o módulo Negociar no Campo. Tudo dentro do prazo e com professores de altíssimo Nível. Parabéns SEBRAE. E agora para onde vamos? “Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.” (Paulo Freire). Em breve estaremos anunciando a rota que seguiremos depois desses cursos. Não apenas para os que deste participaram mas também para todos que desejam participar do mundo fantástico do empreendedorismo e associativismo. Aos que ainda não se motivaram não se preocupem: Nós sabemos como chegar até vocês. Não esqueçam “A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria”. (Paulo Freire)

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Caminho do Sucesso: Fazer os outros descobrirem que precisam de nós

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Amigos, especialmente os que residem no Icó Mandantes: Eu criei, ontem, uma página no face book intitulada AFIM. Para encontrá-la digite “afim” como se estivesse pesquisado um amigo. É muito importante que vocês, curtam a página, comentem, façam críticas, deem sugestões. Apesar de está vinculada a meu perfil, todos podem publicar, comentar, compartilhar.

Esta página destina-se a comunicar, divulgar, debater ações do Instituto como também publicar matérias que contribuam para a consolidação do Projeto Jovem Empreendedor da Agroindústria Familiar do Icó Mandantes.

Todas as metas previstas para o nosso projeto estão sendo cumpridas, algumas na íntegra, outras reformuladas.

Em breve teremos novidades que vão além do que estava previsto no início do projeto.  Aguardem!!!

Lembrem-se: O INSTITUTO AFIM não tem lado, não tem bandeira política. Tem vontade de encontrar pessoas, políticos partidários ou não, com discernimento suficiente para entender que precisamos caminhar juntos de mãos dadas. Parafraseando Bill Gates: Vamos fazer com que todos precisem de nós. Vamos tentar uma, duas, três vezes e quantas forem necessárias.  Só se conquista com persistência. Para chegarmos aonde a maioria não chega o caminho mais seguro é fazer o que a maioria não faz.

Quando setembro passar

Petrolândia 01 de setembro de 2015

Pau de Ema

Pau de Ema

Pau de Ema

Pau de Ema

“Setembro passou, Outubro e Novembro, Já estamos em Dezembro, Meu Deus que é de nós, Meu Deus, meu Deus, Assim fala o pobre, Do seco Nordeste, Com medo da peste, Da fome feroz”… (Luiz Gonzaga)

Setembro chegou trazendo com ele mais uma vez a transição da fase verde para fase a seca na região do semiárido Nordestino. Mais dois meses e tudo estará seco, esturricado, a menos que, como se repete há cinco anos, ocorra a chuva das flores no final de outubro e início de novembro.  Depois disso o nordestino “Apela pra Março, Que é o mês preferido, Do santo querido Senhor São José, Meu Deus, meu Deus, Mas nada de chuva, Tá tudo sem jeito, Lhe foge do peito O resto da fé, Ai, ai, ai, ai”. (Luiz Gonzaga).

A raiz da árvore, acima, saciava a fome do nordestino faminto nas grandes secas como a de 1932.

Vamos rezar para que este fenômeno não se repita no próximo ano, caso contrário a vida vai ficar difícil também para quem se dedica à Agricultura irrigada no Lago de Itaparica.

Leia também:

As folhas caem: um espetáculo deslumbrante e inesquecível

A Seca Verde no semiárido Nordestino

 

Alimentos saudáveis para o Brasil e para o Mundo

Petrolândia 18 de novembro de 2013

Amigos,

Eu acabei de criar minha própria petição e espero que possam assiná-la. Ela se chama: Alimentos saudáveis para o Brasil e para o Mundo. Será enviada pela empresa AVAAZ.ORG para o Prefeito de Petrolândia Lourival Simões, Governador de Pernambuco Eduardo Campos e a Presidenta do Brasil Dilma Rousseff.

Eu realmente me preocupo sobre este assunto e juntos nós podemos fazer algo a respeito disso! Cada pessoa que assina nos ajuda a chegarmos mais próximo do nosso objetivo de 100 assinaturas — será que você pode nos ajudar assinando a petição?

Clique aqui para ler mais a respeito e assine: 
Campanhas como esta sempre começam pequenas, mas elas crescem quando pessoas como nós se envolvem — por favor reserve um segundo agora mesmo para nos ajudar assinando e passando esta petição adiante.

Muito obrigado,

Projeto Icó Mandantes Ensina a Cultivar no Deserto dos Campinhos III

culturaempedra

Petrolândia 28 de agosto de 2013

Esta é uma Cultura Agrícola. Vocês sabem dizer de que? Produção agrícola em solos pedregosos? Ensinaram-me na escola que solos adequados à agricultura eram os argiloso, arenoso, humoso, calcário. Para cada cultura havia um solo específico. E agora? Como coleta-se amostra de pedras para análise de sua fertilidade? O laboratório vai fazer análise de pedra?

Minha bisavó costumava dizer que quando a gengiva se desengana dos dentes corta mais do que navalha. É isso que está acontecendo no Antigo “Deserto dos Campinhos”* hoje Projeto Icó Mandantes Petrolândia Pernambuco. A necessidade de viver e sobreviver como produtor rural onde a terra arável está cada vez mais escassa, sem assistência técnica e sem financiamento filhos de reassentados do Projeto Icó Mandantes intuitivamente criam, inventam a sua própria tecnologia. Em pouco tempo serão eles que estarão dando assistência técnica aos Técnicos do Governo e emprestando dinheiro aos bancos oficiais que fomentam a agricultura no país.

A cultura ao lado é de coentro destinada à produção de sementes para condimento. Está com 20 dias de plantada. 1,5 hectare em solo totalmente pedregoso. Será viável? A cada 30 dias publicarei aqui mais uma foto. Não deixe de Seguir a sua evolução.

*O Bloco 3 do Projeto Icó Mandantes incluindo a reserva legal chamava-se, há 150 anos “Deserto dos Campinhos”. A região que ia do Atalho margeando o Rio São Francisco até o Riacho dos Campinhos hoje chamado de “dreno” localizado entre as agrovila 4 e 6 chamava-se Campinho.

culturaempedra03

Encontrei estas informações num mapa desta região na Biblioteca Nacional de Berlin na Alemanha. Em outra matéria falarei como se deu a ocupação desta região e porque se chamava “Deserto dos Campinhos”.

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